quarta-feira, 27 de junho de 2012

Tempo de Esperas + A simplicidade do florista.

Gente, peguem salgadinho e refrigerante porque o post é longo!!
Acho que já falei por aqui sobre a adoração que tenho por cartas, sobretudo as manuscritas. Sei que hoje em dia é um hábito quase extinto, mas procuro conservá-lo ainda que nunca cheguem ao seu destinatário.
Quando escrevo faço isso como uma forma de "desaguar" os meus sentimentos represados, sentimentos que uma vez escritos abrem espaços para outros novinhos em folha. Geralmente são amores, amizades, convicções e verdades já ultrapassadas que mofam nas prateleiras do meu coração, e que precisam ir, pois como o autor menciona em uma das cartas que compõem o livro que falarei a seguir:
"A dor humana não cabe inteiramente na casa da palavra. Mas é nela que vez em quando a dor descansa. Dor que não recebeu o abrigo da palavra corre o risco de virar amargura. Por isso a reflexão é tão salutar aos que sofrem. Refletir é o mesmo que erigir casas. Quanto mais conheço os vocabulários humanos, quanto mais mergulho no mistério dos significados, muito mais eu construo casas para abrigar minhas angústias. A palavra é o socorro à alma humana..."
Eu acredito piamente nessa afirmação, por isso mesmo faço uso das palavras sem economias, recorro ao seu socorro repetidas vezes e ele nunca me foi negado.
Quis escrever esse trecho antes de falar sobre a obra, para minar qualquer preconceito que o nome do autor pudesse gerar, já que o livro foi escrito por um padre, que além disso é também teólogo e filósofo, mas foi esse último papel que ele deixou emergir nesse livro. Em "Tempo de Esperas" Fábio de Melo guardou seu ministério em uma gavetinha (ele não trata sobre religião em momento algum) e foi mais do que filósofo, foi poeta.
O livro, todo escrito através de cartas trocadas por dois personagens, é de uma sabedoria infinita que a meu ver fala para todos, do crédulo ao cético, pois fala de um sentimento universal e democrático que alcança a todos nós, porém, que nem todos sabemos o que fazer com ele. O livro é uma forma inteligente de descobrimos.
Os dois personagens discutem através de correspondências sobre filosofia, amor, amizade e felicidade, de um lado um velho professor que resolveu refugiar-se em uma vida simples, abandonando todas as glórias da vida acadêmica, e, de outro, um jovem estudante de filosofia, cujo sonho é alcançar justamente o que o professor resolveu abandonar. Mas o motivo maior do encontro é uma desilusão amorosa.
Escolhi dentre todas a carta que mais me tocou pra transcrever aos que tiverem paciência de ler, nela o professor consola o acadêmico que teve seus sonhos futuros interrompidos pela perda de um grande amor no presente; o jovem intelectual sofre não somente pela rejeição, mas por ser trocado por um "simples florista", o que certamente abalou sua auto-estima.
As cartas são lindíssimas e cheias de verdades que apesar de simples, muitas vezes são transparentes para nós, que tendemos a ignorá-las em meio a nossos dilemas existenciais.
Recomendo a leitura da carta e do livro, que de uma forma inusitada conseguiu aliar filosofia e poesia sem deixar de ser racional e realista.
Deleitem-se com a carta de Abner (o ex professor) à Alfredo (o acadêmico):
"Meu caro Alfredo,
  A sua dor chegou por aqui. Adentrou minha casa. Veio no resguardo protetor de um envelope pardo. Suas palavras cumpriram a função. Por meio delas, pude perscrutar os territórios de seu coração tão machucado pelo rejeito.
  Alfredo, não é fácil estabelecer uma disputa com um florista. Os especialistas em flores possuem os segredos dos jardins. Não queira viver este embate. É certo que perderá. A Jardinagem é uma arte milenar, muito mais antiga que a Filosofia. Há muita sabedoria escondida na ciência do semear, cuidar e colher flores.
  Meu caro, há uma diferença fundamental entre a Filosofia e a Jardinagem que vale a pena ressaltar. A Filosofia é o lugar da complexidade. A Jardinagem é o lugar da simplicidade. São territórios muito distintos. A Filosofia é o campo das perguntas e respostas. O jardim é o campo onde a vida prevalece misteriosa, mas ao mesmo tempo totalmente revelada. Por mais instigante que seja o contexto da complexidade filosófica, vez em quando a gente se cansa dele. O jardim é o lugar da contemplação,
e a contemplação não é outra coisa senão o descanso do pensamento. É por isso que vez em quando a alma grita pela necessidade de silenciar-se. Grita pelo direito de cessar as perguntas, de interromper, ainda que temporariamente, a produção de respostas.
  O amor não seria isso, meu jovem Alfredo, o conforto da contemplação mística que o outro nos desperta? Sei que não é fácil compreender tudo isso. A contemplação não pertence aos territórios da inteligência. Pertence aos da sabedoria. Eu também perdi muito tempo correndo atrás de perguntas e respostas. Hoje eu espero que elas me venham naturalmente. Descobri que a contemplação minimiza as ansiedades que antes roubavam a alegria.
  Não seria mais sábio de sua parte, em vez de estabelecer o combate, apreender a tática do inimigo?
  Alfredo, respeito sua dor. Sei o quanto amar e ser amado é aventura ardilosa. O amor é um aconchego desejado por todos nós. Quando o encontramos, é natural que o queiramos para sempre. Mas nem tudo na vida acontece em conformidade com nossos desejos. Por vezes a materialidade do aconchego é desfeita, vai embora. E então sofremos com a ausência. É como se uma ponte nos fosse retirada. E o acesso terminou. A pessoa a quem amamos oportuniza-nos chegar a lugares antes desconhecidos.
Esta chegada a que me refiro produz satisfação interior. Ela conforta as orfandades do nosso coração, diminui nosso medo de ser só. Com isso as metas futuras não se sobrepõem ao momento presente. Quando amamos e somos amados, o futuro é apenas um detalhe, porque o presente torna-se imenso, determinante.
  Não foi isso que fez Clara com você? Talvez, pela primeira vez na vida, você tenha esquecido sua obsessão pelas metas futuras, pelo futuro que ainda habita o amanhã, pelo reconhecimento que você tanto espera receber.
  Por quê? É simples. Porque no tempo em que Clara permaneceu ao seu lado, o presente prevaleceu. Ela preencheu suas lacunas interiores com um amor que até então você ainda não havia experimentado. É, meu caro, para quem tem no presente um amor a ser vivido, o futuro é apenas um detalhe que pode esperar. Mas agora, ao provar o amargo de sua ausência, a lacuna parece ainda maior. A tristeza que a perda provoca lhe ausenta de si mesmo, e, com isso, tudo se dissolveu no ar. Antes de Clara chegar, o seu tempo desejado era o futuro. Clara começou a lhe curar dos exageros deste desejo. Fez-lhe olhar o presente com mais atenção. Bordou os seus dias com detalhes simples, mas belos. Quebrou seu cotidiano antes tão monótono, pondo nele um vigor que lhe era ausente. Mas ir embora, deixa-lhe sem tempo algum. Sem ela, não há presente, tampouco futuro.
  Alfredo, sua mãe está coberta de razão. Só o amor pode encher a vida de sentido. É a partir dele que desvelamos nossa verdade fundamental. O amor que damos e recebemos funciona como equilíbrio para nossos pés. Todos os desdobramentos práticos de nossa vida dependem deste equilíbrio. A partida de Clara lhe desequilibrou. Depois dela você compreendeu que só a Filosofia não basta para lhe preencher o coração. O futuro e suas projeções perderam o brilho. O peso do presente lhe amarra ao solo de sua realidade crua. O impasse está estabelecido. Como voltar sonhar o futuro? Como reorganizar os afetos?
  Alfredo, isso que você sente é dor de amor. Aguda, eu sei, mas profundamente fecunda. Nessa dor há uma infinidade de sementes esperando pelo direito de nascer.
Não impeça este nascimento.
  Veja bem, a ausência de Clara pode lhe ajudar a clarificar ainda mais as suas metas futuras. A dor que por ora lhe pesa pode lhe servir como referencial para alguns questionamentos que considero válidos.
  O reconhecimento que você tanto persegue é realmente importante? Por que a presença de Clara lhe fez perder, ainda que temporariamente, a obsessão pelo sucesso?
  Alfredo, vale a pena investigar os seus motivos. Já vi muita gente se perder em si mesma. Gente que construiu uma carreira sem para ela ter aptidão, só para preencher lacunas afetivas. Gente que acumulou títulos e mais títulos, quando na verdade só desejava um amor para amar. Diante da frustração de não ser amado, muita gente reage assim. Refugia-se na vida intelectual, reveste-se de arrogância acadêmica e vive como se não tivesse um coração batendo dentro do peito. A carência afetiva é um território perigoso. Nele, muita gente desperdiça a própria existência.
  Alfredo, reconheço e considero sua aptidão acadêmica, mas é provável que sua ânsia pelo reconhecimento também seja motivada por uma boa dose de carência afetiva.
Nem sempre somos puros em nossas intenções, meu caro. Nem sempre a fonte de onde nasce nosso rio é pura. Mas não é problema reconhecer isso. Eu já me enganei muito em minhas buscas. Minha procura pela verdade filosófica nem sempre foi por ela mesma. Não ansiava a verdade pela verdade. O motivo que movia era escuso. No fundo, no fundo eu ansiava pela vaidade do reconhecimento. O que eu queria era a admiração, o afeto, o cortejo. Passava boa parte de meu tempo fazendo pesquisas que depois me rendessem temporários lustres no ego. Lamentável, não é mesmo?
  A condição humana é marcada pela precariedade. Nem sempre norteamos nossas ações por valor nobre, elevado, altruísta. Vez em quando eu reconheço minhas intenções intimamente conectadas ao contexto de minhas necessidades mais mesquinhas.
  Alfredo, notei que seu estado de tristeza tem lhe proporcionado um despojamento inevitável. Mesmo as questões mais interessantes da Faculdade não estão conseguindo ocupar-lhe os pensamentos. Sua dor não lhe oferece muitas opções. Ela lhe conduz para um lugar único: o abandono de Clara. Isso não é de todo mal. Este estreitamento pode lhe favorecer um mergulho mais profundo em suas questões. Ao reconhecer-se só, você tem a possibilidade de olhar-se sem os subterfúgios de seus muitos planos.
A realidade é crua. Não há nada que possa oferecer alento aos desatinos de sua alma. Este é o mistério da dor.
  Meu caro Alfredo, que indigência dolorosa! Permita-me uma ironia respeitosa, mas o rei está nu. Sei o quanto isso é desconfortável. Já vivi muitas vezes essa nudez.
Vez em quando a vida nos prega essa peça. Os recursos que até então cobriam e ofereciam abrigo à nossa fragilidade, de repente são cruelmente retirados. O ser fica desnudo. E os subterfúgios que usamos para esconder esta nudez, por um momento perdem a força, o sentido. Não é possível retirar o "ser" deste conflito. Tudo o que nos envolve, de alguma forma, define-nos. Recorda-se da antropologia filosófica de Ortega y Gasset? O filósofo espanhol dizia: "Eu sou eu e minhas circunstâncias".
Veja bem, desde que entramos no mundo, o nosso "eu" já está nativamente aberto às circunstâncias que o envolvem. É na trama instável das circunstâncias históricas que o "eu" é nascido. Todos os limites que estão fora, de alguma forma, repercutem dentro de nós.
  Alfredo, aproveite a nudez de seu ser para dar a ele o abrigo de que ele realmente necessita. O despojamento é importante para que observemos os excessos que antes não percebíamos. Há pesos que só percebemos depois que deles nos livramos. Por isso eu lhe sugiro a simplicidade. No momento da nudez, é mister que seu empenho seja focalizado. Não se disperse com as especulações filosóficas. Sua circunstância é simples. Há uma situação de abandono, e não há complexidade neste fato. Sua dor nasce justamente por identificar que a ausência de Clara revelou sua indigência. O moço que até então se ocupava de metas futuras e esperanças grandiosas por ora não tem disposição para acolher a luz do dia. É o momento da redução das possibilidades do ser.
  Alfredo, a simplicidade dessa circunstância é uma chave para suas respostas. Mas, antes, disso, permita-me alertá-lo para essa sede que tem de querer receber respostas para suas inquietações. Não tenha pressa nessa busca.
  Retornando ao contexto da Literatura, eu diria que este livro ainda não pode ser publicado. Permita o tempo da maturação destas questões. Respostas apressadas são perigosas. Antes delas, queira as questões. Elas são muito interessantes. Ando acreditando que há mais sabedoria em saber lidar com as questões do que necessariamente saber respondê-las. Conviver com elas requer simplicidade.
  Meu caro Alfredo, tudo o que é belo tende a ser simples. Afirmação generalizante? Não sei. O que sei é que a beleza anda de braços dados com a simplicidade. Basta observar a lógica silenciosa que prevalece nos jardins. Vida que se ocupa de ser só o que é. Não há conflito nas bromélias, não há angústia nas rosas, nem ansiedade nos jasmins. Cumprem o destino de florirem ao seu tempo e de se despedirem do viço quando é chegada a hora. Não se prendem ao passageiro nem tem a pretensão de eternizar o que não nasceu para ser eterno. Não querem outra coisa senão a necessidade de cada instante. Não há desperdício de forças, nem há dispersão de energias. Tudo concorre
para a realização do instante. De forma simples e original.
  Não sei se há alguma novidade nisso que vou lhe dizer, mas não me importo em repetir essa verdade, afinal há sempre um jeito novo de escutar o que é velho. Simplicidade é um conceito que nos remete ao estado mais puro da realidade. Talvez seja por isso que as pessoas simples sejam mestras em alcançar a felicidade com poucos recursos.
Elas fazem uma experiência direta da vida. Deixam-se afetar por tudo o que é vivo e não perdem tempo com complexidades que não alterarão a vida que precisa ser vivida.
  Você tem uma afeição especial aos discursos sofisticados, às narrações rebuscadas e complexas. Isso é bom, mas nem sempre funcionou na vida prática. O amor da sua vida foi levado por um vendedor de flores. Seu discurso inteligente, sua boa conversa não foram mais convincentes que uma rosa vermelha, ofertada em um fim de tarde, quando a vida era outono e os corações estavam desprevinidos.
  Presumo que o vendedor não tenha dito muitas coisas. Apenas sorriu com simplicidade e entregou à Clara uma rosa recém-colhida. O seu banquete, o de Platão, as iguarias de suas ideias não representaram muita coisa diante da rosa vermelha. A vida é assim, meu caro Alfredo. Nem sempre acertamos no investimento. Por vezes ganhamos, por vezes perdemos. Mas não se preocupe. Perder é também uma forma de ganhar. É só olhar o avesso da derrota. Há ensinamentos que sobrevivem velados em locais estranhos. Vitória na derrota? Claro que há. É só modificar o jeito como olha para a realidade.
  Veja bem, perder Clara representou para você uma grande vitória, só que você ainda não foi capaz de perceber isso. Clara, ao lhe deixar, ao lhe trocar por um vendedor de flores, entregou-lhe ração. A tristeza, meu caro Alfredo, esse sentimento estranho que nos desinstala tanto, pode ser uma verdadeira fonte de virtudes. Quando bem interpretado, o sofrimento se transforma num impulso fantástico para as superações que precisamos viver.
  Toda perda sempre esconde um ganho. Essa frase é comum, já foi muitas vezes repetida, eu sei. Mas como é importante repetir essas coisas. Por isso volto a dizer, escute as mesmas coisas de sempre, mas de um jeito novo, diferente.
  Um dia eu precisei amar minha dor. Era o único jeito que tinha de continuar vivendo. Ou aprendia, ou morreria com ela. Resolvi aprender. Desde então, minha dor é minha companheira, minha mestra, minha parceira. Deixou de ser minha inimiga no momento em que eu a olhei nos olhos e acertei conhecê-la com mais propriedade.
Quis entrar nos mistérios de seus mecanismos com o intuito de poder administrar melhor as suas conseqüências.
  Eu não a busco, mas, quando chega, abro as portas para que não force as janelas. Deixo que entre, ofereço-lhe uma café, olho nos seus olhos para que cesse o medo e depois me empenho em deixar que fique o tempo necessário, até que se dissolva por si só, pela força do tempo. Quando acolhida, a dor se dissipa aos poucos, e, de maneira incrível e surpreendente, o que parecia ser tão definitivo transforma-se em matéria transitória.
  Pode parecer-lhe estranho, mas eu prefiro que ela se acomode na sala. Se eu não permito que ela entre, ela fica batendo na minha janela, dia e noite, impedindo-me o sono.
Eu poderia muito bem ter escolhido lidar com ela a partir de todo o instrumental filosófico que tenho à minha disposição. Foram anos e anos ensinando a milenar arte de arquitetar o pensamento, mas descobri que não era o melhor caminho. Filosofar sobre a dor não amenizar o seu poder, ao passo que acolhê-la com simplicidade, isso sim faz sentido.
  Você pode estar pensando que estou lhe sugerindo um absurdo. Como é que um homem afeito à reflexão pode viver sem filosofar sobre seus conflitos? Não estou dizendo que abro mão de refletir sobre meus dilemas, tampouco estou lhe propondo que o faça. Eu também busco casas para abrigar minha dor. Estou apenas sugerindo que se permita ser mortal. Retire as armaduras da arrogância acadêmica. Volto a dizer: o rei está nu. Nenhum argumento poderá livrá-lo desse desconcerto. Não se apresse em forjar as respostas para suas perguntas. Tenha paciência com suas circunstâncias.
  É provável que Clara tenha descoberto no florista uma riqueza diferente da que havia descoberto em você. É, meu jovem amigo, a Filosofia é quase nada perto da sedução da simplicidade. Há mais encanto nos gestos, nas flores, que nas formulações elegantes que nossas palavras são capazes de produzir.
  Desculpe-me pela ousadia, mas, muito mais que receber respostas para sua dor, do que você verdadeiramente precisa é aprender a perder. Eu sei que não é fácil, mas é um caminho que você não poderá evitar. Se quiser recomeçar a sua vida de um jeito certo, terá de reconhecer que a batalha está perdida.
  Sem medo, tenha a coragem de se reconhecer perdedor. Não permita que esta derrota lhe retire a coragem de enfrentar novos desafios. A vida continua.
Organize este luto. Há sepultamentos que são necessários para o prosseguimento da vida. Não prolongue no tempo o sofrimento. Não seja orgulhoso. Assuma a perda de forma criativa.
A perda sofrida pode se transformar num ganho. É só permitir que dela você receba os ensinamentos. Semente que não aceita morrer não pode reproduzir frutos. É a regra vegetal a nos propor um jeito sábio de viver.
  Diante desse sofrimento, há um jardim de ensinamentos que precisa ser cultivado. Desculpe-me falar tanto de jardins, jardineiros e floristas. Sei que isso aguça ainda mais a sua angústia. Não se preocupe, olhar de frente o nosso inimigo já é um recurso que nos ajuda a desvanecer sua força. Os fantasmas só deixam de nos assombrar no dia em que fixamos neles os nossos olhos. Os fantasmas sobrevivem é do nosso medo. Somos nós que os alimentamos.
  Meu caro Alfredo, eu vou ficando por aqui. Agora quem pede uma resposta sou eu. Estou curioso para saber apenas uma coisa. Em algum momento, naqueles breves dias de convivência, você ofereceu flores à Clara?
  Atenciosamente,
Abner"
Aos que tiveram paciência de ler tudo deixo o questionamento que "cutucou" o meu coração ao final da leitura: Será que estamos sabendo oferecer "flores" aos nossos amores?
Beijos,

9 comentários:

Anne Crisley disse...

Oiiii amor, super amei teu espaço!
Ja estou seguindo seu blog, e a convido a seguir o meu também! Super Super beijoo. Sucesso com o blog! :D


www.annecrisley.blogspot.com

Fernanda H. disse...

Nossa amigas, que profundo! De tocar a alma mesmo! O post é longo, mas valeu a pena ler até o final. Parabéns!!
Beijos!!
http://fernandahauagge.blogspot.com.br

Unknown disse...

Oi flor, posso pedir um segundinho do seu tempo? Estou entre os 10 finalistas do concurso da SEPHORA e posso ganhar uma viagem à Paris. Preciso de votos.
O link é esse e o site é super seguro! http://www.visaodebeleza.com.br/VoteCandidato.aspx?id=1860
não vai levar nem um minutinho!
Obrigada e bjos..

Bia Galvão disse...

Gabi, amiga qdo vem deixar esse livro aqui em casa?rsrsrsrs
Bom li, o q não é tarefa fácil, esse é longo, mas valeu cada palavra, eu na verdade fiquei com mais de uma cutucando a minha mente:1. "Aprender a perder" e simplicidade duas coisas essenciais,
Sim vamos combinar , me diga qdo vc pode tá?
bjsjsjsj

Bia Galvão disse...

Gabi, não os meus livros, esse que vc falou no post,rsrsrrsrs

Tabuleiro Chic disse...

Que bacana!!!!Adoramos demais a dica desse livro!!!!Beijinhos do TC!!!

Blog Tips and Trends disse...

Perfeitoo...li e fiquei tocada!!!
beijos
Ma Amorim - Blog Tips and Trends
http://blogtipsandtrends.blogspot.com/
@_TipsandTrends

Oficina Chic disse...

Que lindo, profundo.. Adorei, um super pensamento para a minha tarde!
Beijinhos, Gabi.

Tatty disse...

Que profundo Gabi!
Tbm amo cartas manuscritas, tão raras hj em dia! Já escrevi várias... e tbm recebi mtas... bons tempos!
Não li ainda o livro, mas gostei dos ensinamentos q vc nos passou!
Bjs, Tatty


http://www.suspirofashion.com.br/